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CES 2026 e impressão 3D: as novidades que importam para quem vende

A CES 2026 trouxe impressoras multicoloridas que prometem menos desperdício, filamento de efeito e IA que transforma foto em peça. Veja o que foi anunciado, o que ainda era promessa e como isso afeta quem vende peças impressas.

Equipe 3D Control 26 set 2026 6 min de leitura

O que aconteceu na CES 2026

A CES, a grande feira de eletrônicos de consumo de Las Vegas, aconteceu de 6 a 9 de janeiro de 2026. Segundo a 3Dnatives, a edição teve mais de 148 mil visitantes e 4.100 expositores. A impressão 3D já foi um dos destaques da feira e hoje ocupa menos espaço, como lembrou a 3DPrint.com. Mesmo assim, empresas como EOS, Formlabs, HP e Lumafield estavam lá.

Para quem vende peças impressas, três temas dominaram: impressoras de mesa multicoloridas que prometem desperdiçar menos filamento, recursos de inteligência artificial para facilitar o uso e materiais de efeito. A seguir, o que foi mostrado. Especificações e preços são os divulgados pelos fabricantes e pela imprensa do setor na época do anúncio.

AtomForm Palette 300: 12 bicos e até 36 cores

A novidade mais comentada veio da AtomForm, empresa fundada em 2023 e ligada ao grupo MOVA, conhecido pelos robôs aspiradores. A Palette 300 foi anunciada em 6 de janeiro. Segundo o fabricante, citado pela 3D Printing Industry:

  • são 12 bicos, um para cada filamento, trocados automaticamente pelo sistema OmniElement;
  • imprime até 36 cores ou 12 materiais na mesma peça, com até seis caixas de filamento RFD-6 e secagem independente para cada rolo;
  • promete até 90% menos desperdício de filamento;
  • tem volume de impressão de 300 × 300 × 300 mm e velocidade máxima de 800 mm/s;
  • usa mais de 50 sensores e quatro câmeras com IA para calibrar e detectar defeitos.

Os preços variam conforme a fonte. A 3D Printing Industry informou preço de tabela de US$ 2.199. O Tom's Hardware falou em valores de campanha no Kickstarter a partir de US$ 999 só pela impressora e US$ 1.299 no combo com uma caixa de seis rolos. O plano anunciado em janeiro era abrir a campanha no primeiro trimestre e começar as entregas no segundo trimestre de 2026, segundo a 3DPrint.com.

Um ponto de cautela: o Tom's Hardware viu apenas uma unidade parada, em exposição, sem imprimir. Ou seja, na feira os números ainda eram promessa do fabricante.

Atenção: antes de reservar uma impressora em financiamento coletivo, confira no site oficial o status atual de entrega, a política de reembolso e se existe assistência técnica para o Brasil.

Creality SPARKX i7: multicolor pensada para iniciantes

A Creality lançou oficialmente a SPARKX i7 na feira, em comunicado de 7 de janeiro, e levou o prêmio de melhor impressora 3D da CES 2026 dado pelo Tom's Hardware. Segundo a Creality, a máquina tem bico de troca rápida, sistema de quatro cores e recursos de IA para gerar modelos e acompanhar a impressão pelo celular. A 3Dnatives acrescenta volume de 260 × 260 × 255 mm, detecção de erros por IA e até 50% menos purga que sistemas multicoloridos tradicionais, sempre segundo a fabricante. A pré-venda abriu primeiro na América do Norte.

No estande também apareceram a Ender-3 V4, a gravadora a laser Falcon T1 e a função CubeMe, que cria um modelo 3D a partir de uma foto. O ciclo de lançamentos está rápido: em setembro, na IFA 2026, a Creality já apresentou a SPARKX i8 e a K3, com troca de bico em 4,8 segundos, de acordo com o comunicado da empresa.

Filamento que brilha, IA que vira produto e metal mais barato

Outros anúncios da feira interessam a quem vende:

  • Protopasta Quantum Dot: PLA com pontos quânticos, cristais minúsculos que brilham forte sob luz negra. É uma edição limitada e experimental, desenvolvida com uma artista da Quantum Light, pioneira do pigmento Quantum.
  • Meshy AI Creative Lab: plataforma que gera um modelo a partir de texto ou imagem, corrige a malha, sugere material e acabamento, mostra o preço na hora e manda fabricar por empresas parceiras. A 3DPrint.com cita chaveiros, ímãs e bonecos como exemplos de produto.
  • Snapmaker U1: a impressora de quatro cores com trocador de ferramentas, que arrecadou US$ 20 milhões no Kickstarter, foi exibida sem hardware novo, segundo o Tom's Hardware.
  • Metal: a Mastrex estreou a linha MX de fusão em leito de pó a laser, com o modelo MX100 a partir de US$ 39.000. A coreana Ohsung mostrou a Gauss MT90, que imprime com pasta metálica.

O metal ainda está longe da bancada de quem vende chaveiro. Mas mostra uma direção: tecnologias antes restritas à indústria estão ficando mais baratas.

O que muda para quem vende peças impressas

1. O custo da purga vai entrar na conta de verdade

Os principais lançamentos multicoloridos da feira prometem desperdiçar menos filamento na troca de cor. Isso importa porque a purga é custo escondido: você paga por aquele filamento, mas ele não vira produto. Veja um exemplo com números fictícios:

Exemplo: 20 g de purga por peça × R$ 0,12 por grama = R$ 2,40 por peça. Em 200 peças no mês: 200 × R$ 2,40 = R$ 480 em filamento jogado fora.

Se uma máquina cortasse essa purga pela metade, a economia seria de R$ 240 por mês nesse exemplo. Lembre que os percentuais divulgados são do fabricante. Antes de trocar de impressora por isso, pese a purga das suas peças numa balança e calcule o custo real do filamento por grama.

2. A IA traz concorrentes que nunca imprimiram nada

Ferramentas como a CubeMe e o Meshy Creative Lab deixam qualquer pessoa ir da foto ou do texto até a peça pronta. Isso pode aumentar a procura por peças personalizadas, mas também cria concorrência de plataformas. Seu diferencial passa a ser o que elas não entregam tão bem: atendimento em português, prazo curto, frete nacional, acabamento e ajuste fino do modelo.

3. Material de efeito pode justificar preço maior

Filamentos especiais, como o Quantum Dot, permitem criar linhas de produto que se destacam na vitrine. Mas o efeito só vende se aparecer na foto, e o preço precisa cobrir o custo maior do material e a perda. Teste antes de colocar no catálogo.

4. Lançamento de feira não é produto na prateleira

Entre o anúncio e a entrega podem passar meses. Espere análises independentes, peças de reposição e preço confirmado no Brasil antes de comprar. Se está escolhendo máquina agora, veja nosso guia de qual impressora 3D comprar para vender.

Como saber se a novidade vale para o seu negócio

A pergunta certa não é qual impressora é mais moderna, e sim quanto sobra por pedido. Uma máquina mais cara que desperdiça menos pode dar mais lucro. Ou não. Só a conta mostra.

No 3D Control, o custo de cada pedido é calculado sozinho: filamento por grama com perda, energia, desgaste da impressora, mão de obra, embalagem e taxa da plataforma, com preço e lucro líquido na hora. Assim você compara o antes e o depois de uma troca de equipamento. Para uma conta rápida, use a calculadora de custo de impressão 3D.

Faça essa gestão sem planilha

No 3D Control cada pedido já sai com custo, preço e lucro, a fila de impressão fica organizada e o estoque de filamento se atualiza sozinho.

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